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quarta-feira, 11 de maio de 2011

[leia] Professora da rede pública estadual fala sobre condições precárias da vida dos educadores

"Como as pessoas até agora, inclusive a secretária Bethania Ramalho apresentaram números e números são irrefutáveis, eu também vou fazê-lo. Apresento um número de três algarismos apenas, que é o do meu salário, de R$ 930". Esse foi o início da fala da professora, que complementou: "Não tenho vergonha de fazê-lo porque penso que o constrangimento deveria vir de vocês".

A educadora continuou questionando se os componentes da mesa conseguiriam sobreviver e manter seus padrões de vida com o mesmo salário. "Não é suficiente nem para comprar as indumentárias que vocês usam nesta Casa".

Amanda também dirigiu suas críticas diretamente à secretária estadual de Educação, Bethania Ramalho. A gestora havia afirmado, anteriormente, que não valia a pena falar sobre a situação precária pela qual passavam as escolas e professores, pois todos já conhecem essa realidade.

"Nós estamos aceitando a situação precária da educação como uma fatalidade? Estão me colocando em sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil? Eu não tenho condições, muito menos com o salário que recebo", afirmou Amanda.

A professora ainda falou sobre a concepção errônea de que professor em sala de aula é sinônimo de educação de qualidade. Para ela, se o educador precisar trabalhar três horários para garantir sua sobrevivência, isso não é possível.

Por último, a educadora declarou que a greve não é uma atitude deflagrada unicamente pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública - Sinte/RN, mas de 90% da categoria. "Queremos sair desse impasse, mas não sem proposta, de mãos abanando", finalizou.

2 comentários:

Lyneker Morais disse...

A responsabilidade de cada um na "crise" do Estado do RN

É chegado o momento ou passa da hora, de cada um dos atores envolvidos nesse enredo, assumir seu verdadeiro papel. Refiro-me à suposta crise financeiro-econômica do Estado do Rio Grande do Norte (veja postagem abaixo).

Chega de desfaçatez e cinismo.

Basta desse costume pusilânime de transferir responsabilidades, encontrar culpados, apontar algozes com o dedo em riste e palavreado incisivo.

Quase ninguém assume seus pecados na política potiguar. Sobram tartufos, ou seja, bacanas hipócritas e dissimulados, que apostam no alheamento da opinião pública e no analfabetismo político da sociedade, para venderem gato por lebre.

Um estado rico como o RN, continua pobre, sobretudo por seus costumes políticos antiquados, baseados em interesses particulares e de grupos.

O atual governo não é melhor nem pior do que o anterior, que não é melhor nem pior daquele que lhe antecedeu etc. Todos são parecidíssimos. São farinha de um mesmo saco puído.

Para mudar isso, é preciso ousar. É fundamental ter coragem para alterar o curso do "rio", ou continuaremos nesse ramerrame abjeto e cansativo, que multissecularmente nos condena à humilhação como gente, povo, sociedade.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) será apenas mais um nome na galeria de governadores, com foto dependurada na parece, se não tiver atitude desafiadora. "Rosa" também murcha.

Basta de propaganda enganosa, entrevistas com conteúdo híbrido, encolhe-estica, faz-de-conta, batizado, festa de padroeiro, missa de 7º dia e convescotes para não se resolver patavina.

Estamos diante de um novo "Mito da Caverna", agora no campo da política. Ou enfrentamos todos juntos o medo ou continuaremos escravos da mediocridade, destinando a riqueza de muitos para um elenco reduzido de privilegiados.

Sozinho, o governo estadual não driblará a crise. Outros poderes e nós, cidadãos, precisamos participar das discussões e de um projeto de gestão de verdade, pois até aqui temos muito lero-lero, tão-somente. Versões e a versão da versão.

No final do ano passado, a Assembleia Legislativa, com muito dos atuais deputados, achou mais do que natural aumentar o salário dos seus ocupantes. E todos sabiam que o erário enfrentaria dificuldades.

Agora, o chororô aponta para falta de recursos a salário do professor, convocação de policiais militares, acesso a concursados da Polícia Civil, além de melhorias à Saúde, e a Educação. Não existe mufunfa sequer para saldar dívida com Internet em Central de Cidadão.

Está ruim?

Vai piorar.

Para melhorar, só com ímpeto para "fazer acontecer", sem apreensão por contrariar figurões e seus borra-botas.

O resto é conversa fiada, que a gente conhece há séculos e séculos.


Do blog do Carlos Santos

jorge luis de souza disse...

É no RN o professor só deve uma coisa está em sala de aula, que tudo está bem, bem mal, remunerado, sem condições de trabalho , o bem do rn é esse.