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terça-feira, 19 de abril de 2011

[leia] Os primeiros habitantes primitivos de Apodi

P. Quem foram os primeiros habitantes do Apodi?
R. Os primeiros habitantes do Apodi foram o índios Tapuias Paiacus, pertecentes ao grupo étnico cultural TARAIRIÚ.

P. Quantas famílias indígenas habitavam em Apodi, quando Manoel Nogueira chegou a este território, em 1680?
R. Não há registro histórico para uma informação exata. Entretanto, com base no documento publicado, posteriormente, pode-se estimar entre 120 e 150 o numero de famílias aqui residindo em 1680.

P. Como eram os índios, seus costumes, hábitos etc.
R. Alguns historiadores afirmam que o paiacu, o homem era de estatura alta, enquanto as mulheres eram de estatura baixa, gordas e de boa aparência. Os homem eram fortes, robustos e possuidores de muita força; tinham cabelos pretos e pelo trigueira. Andavam inteiramente nus. Os homem colocavam um cendal nas partes genitais e as mulheres usavam um avental confeccionado de folhas. Usavam sandálias feitas da casca de uma arvore que chamavam de caraguá. Pintavam-se com tinta de jenipapo e urucu.

P. Quantos anos vivia, em média, um índio da tribo paiacu?
R. Segundo os antigos cronistas, o tapuia paiacua podia viver até 200 anos, ainda lúcido, e capaz de transportar nos ombros razoável peso.

P. Quando adoecia um paiacu, como agiam os demais da tribo para conseguir a cura?
R. Algumas providências eram tomadas. Defumações com tabaco, introdução de folhas de certos vegetais na garganta do enfermo para provocar vômitos, aplicação de saliva, e outros recursos, sempre valendo-se da flora medicinal , Quando o doente era considerado incurável, a própria tribo o matava com golpes de clava, a fim de evitar o sofrimento do paciente. Matadores e condenado congratulavam-se pelo ritual macabro.

P. Como era feito o casamento entre os índios?
R. A moça tapuia casava-se muito jovem. Aos primeiros sinais de puberdade, a mãe os levava ao conhecimento do rei da tribo. A moça era então guardada na casa dos pais. Uma vez conseguido o noivo, o rei autorizava o casamento, o qual era realizado com festas, cânticos e danças. Caso não aparecesse um noivo para determinada donzela, esta era levada á presença do rei que, conforme os costumes da tribo, a desvirginava. Os índio paiacus eram polígamos. Isto é, podiam possuir varias mulheres.

P. O Adultério era tolerado pelo homem?
R. Não. A índia que fosse falsa ao seu marido podia ser punida até com a morte. Registram os cronistas que o adultério entre os índios era coisa rara.

P. Quando um índio matava outro da mesma tribo, o que acontecia?
R. O matador ficavam responsável pela esposa e os filhos do morto.

P. Como era os instintos dos tapuias paiacus?
R. Segundo o relato dos historiadores que se preocuparam em relatar os costumes, hábitos e vida da nação tapuia, era esta temida pelas demais tribos. O tapuia tinha semblante ameaçador, era feroz e cruel. Para atacar o inimigo usava a surpresa, a emboscada. Possuía o instinto de guerrear, de matar e de fazer sangue, exercitado nas mortes das caças e das feras. Moravam em tocas feitas de pau, cobertas de palhas ou ramos. Por ocasião das secas, emigraram para outras regiões, retornando quando as chuvas voltavam. Tinham por hábito fazer grandes fogueiras a noite, onde estendiam suas redes, para se aquecerem.

P. Como se alimentavam os tapuias paiacus? O que comiam?
R. A alimentação básica do tapuia paiacu eram a caça, peixes, mel de abelha, alguns produtos de roça, tais como, milho, mandioca, gerimus e frutas. Apreciavam cobras e lagartos, Eram fortes, saudáveis e possuidores de grande apetite. Não tinham costume de guardar alimentos para os dias seguintes. Comiam tudo no mesmo dia.

Registra um cronista, que o índio tapuia consumia de uma vez alimentos que saciaram a fome de cinco brancos. Outro habito estranho praticado pelos tapuias Paiacus, era o endocanibalismo, que consitia em comer os membros da própria tribo, inclusive os ossos dos falecidos, que depois de secos eram pulverizados, depois torrados e ingeridos como bebidas. Também era comum entre os paiacus, a antropofagia contra os inimigos da tribo, os quais eram dilacerados por feroz vingança e comidos pelos silvículas.

Os índios paiacus realizavam certames de corridas, lutas, saltos , entre os componentes da tribo. No ano de 1683, vendo a invasão de suas terras pelos brancos, em virtude das sesmarias que iam sendo concedias, os índios tapuias, na defesa de suas terras, a posse, pois tinham consciência desse direito adquirido, rebelaram-se contra os curraleiros em todo o Rio Grande do Norte. Houve um extenso período de lutas, que tiveram seu final 40 anos depois. A essa revolta deu-se o nome de Guerra dos Bárbaros, Milhares de índios foram mortos durante elevante. Muitos foram salvos pelas missões religiosas, como foi o caso dos tapuias paiacus de Apodi, que estavam aldeados pelos missionários, inicialmente pelos jesuítas, aqui chegados em janeiro de 1700.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

[leia] Atelier da Lúcia Cará amanhã em frente à praça matriz

Apodi tem tantos valores que até o seu povo desconhece. É o caso da artesã Lúcia Maria Tavares, mais conhecida por Lúcia Cará. Decoração e criação de peças artesanais como camisetas, bolsas, entre outros produtos...

“O Atelier ou UTI das Roupas de Lúcia Maria Tavares traz em seu conceito a arte dos tempos antigos, onde cada peça tem seu valor único, aliada a praticidade dos dias atuais unindo detalhes antigos a formas modernas e arrojadas”.

O professor Flaviano Monteiro convidou e entrevistou na noite de hoje no programa Observador Político, Lúcia Maria Tavares. Ela trabalha com costuras, camisetas, bolsas, consertos, tudo é artesanal. Todas com caricaturas dos índios Tapuias Paiacus – que foram os primeiros habitantes de Apodi às margens da lagoa. De acordo com Lúcia ela pretende transformar numa marca apodiense.

“Esse é o diferencial de Lúcia Tavares, o trabalho com caricaturas dos índios que aqui já estavam antes da civilização chegar. Um trabalho belíssimo, diga-se de passagem”. Escreveu o prof. Toinho em seu blog.

Professor Flaviano Monteiro indagou o que a levou a trabalhar com caricaturas dos índios. Qual sua relação com os índios?

“Os índios são bacanas, humildes, simples, tenho um fascínio pelos índios e se é de homenagear algo que está longe de nossa realidade, por que não homenagear os índios em meu trabalho”? Afirmou.

A artesã apodiense que já morou em São Paulo, disse na entrevista que realizou uma viagem até Mato Grosso e lá conheceu uma tribo indígena. E por lá falou muito bem de suas origens, destacando a vida dos índios Tapuias Paiacus que habitaram nossa queria Apodi. Mas, antes de deixar Apodi, Lúcia destacou as inúmeras vezes que tomou banho na Lagoa do Apodi. “Como vocês deixaram aterrar nossa lagoa daquele jeito” reclamou Lúcia Tavares durante a entrevista.

Lúcia Tavares estará expondo seu trabalho em barracas de Camping amanhã (19), dia do Índio no centro da cidade. Prestigiem o belíssimo trabalho desta artista apodiense.

Atelier ou UTI das Roupas: Rua Marques de Herval, 52 (por trás da Igreja Batista) – Centro Apodi-RN. Contato: (84) 9231-0032.